17 junho, 2007

soneto sexagenário, de Ildásio Tavares

"Já não me aflige mais a pasmaceira
do domingo. Meus filhos mundo afora
e eu em casa pensando. A vida inteira
ensina-me a ser só. Não é agora
que eu hei-de reclamar. Segunda-feira
há de chegar. Há de chegar a hora
em que se apague a chama derradeira;
em que a vida me diga: vá-se embora.
Tudo tão natural. A árvore morta
já não abriga pássaros nos ramos
que pouco a pouco, vão caindo ao chão.
Amei mal as mulheres. Mais amamos
nós mesmos, nosso ofício. Pouco importa
a vida; este domingo; a solidão."

5 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Tudo tão natural. A árvore morta
já não abriga pássaros nos ramos........................


______________ _______________
tudo tão natural...telúrico e
"mortal".
______________ ________________

beijo.


y.

18 junho, 2007 00:19  
Blogger un dress disse...

pasmaceira

solidão e outras coisas

mais indefinidas


:


pouco.menos.pouco.mais e

zzzzzzzzzzzzássss !!!


a vida


e s f u m o u

18 junho, 2007 00:24  
Anonymous claudette guevara disse...

ainda me aflige a pasmaceira de domingo!

20 junho, 2007 18:30  
Anonymous ildásio tavares disse...

Já não me aflige mais a pasmaceira
do domingo. Meus filhos mundo afora
e eu em casa pensando. A vida inteira
ensina-me a ser só. Não é agora
que eu hei-de reclamar. Segunda-feira
há de chegar. Há de chegar a hora
em que se apague a chama derradeira;
em que a vida me diga: vá-se embora.
Tudo tão natural. A árvore morta
já não abriga pássaros nos ramos
que pouco a pouco, vão caindo ao chão.
Amei mal as mulheres. Mais amamos
nós mesmos, nosso ofício. Pouco importa
a vida; este domingo; a solidão."

Caríssimos: Não importa quem quando ou onde houve a falha mas faltava a palavra "mais" no primeiro verso do soneto causando quebra do decassílabo.
muito obrigado
ildásio tavares

13 agosto, 2007 03:32  
Blogger francisco carvalho disse...

Caríssimo Ildásio,
em primeiro lugar deixe-me dizer-lhe que me sinto honrado pela sua visita aqui. Depois, dizer-lhe que fiquei extremamente aborrecido pela "falha". Danado comigo mesmo, fui verificar ao nº3 da revista "Apeadeiro", editada pela Quasi na primavera de 2003, donde transcrevi o seu belíssimo poema... Era lá que estava a falha, embora isso agora, de facto, interesse pouco.
Aqui neste meu espaço, fica desde já corrigido, restabelecido na sua forma plena; e assim celebrar-se, merecidamente, aos olhos do mundo.

Abraços,
Francisco

14 agosto, 2007 15:37  

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