04 outubro, 2008

enjoado de metáforas

nenhum anjo encarna no meu coração.
enjoado de metáforas,
quero sentar-me às portas do céu.
trago essa história de deus atravessada
desde sempre.

com o traseiro aninhado numa nuvem pardacenta
quero ver como o vasto e lúcido insano
cospe sobre o esterco do mundo.
quero estar na raiz dessa chuva ulcerosa
de luciferinas palavras,
sem qualquer particular vibração
espiritual.

a raiva, a raiva, a raiva...
a raiva, a lágrima, a ferida, a ira, a glabra chuva, a saraiva.
como pedra enlouquecida de lume.

nenhum deus descarna minha mão
no lugar inebriante do poema.

5 Comentários:

Anonymous paulo austero disse...

sempre alertei o Tiago sem falar nada

05 outubro, 2008 20:09  
Anonymous Anónimo disse...

Voltei. Aiás, volto sempre.

08 outubro, 2008 16:05  
Blogger francisco carvalho disse...

E que bom que voltaste. Sentia-te a falta.
Aliás eu também voltei. Isto porque o meu portátil voltou ontem do estaleiro...

beijo grande

09 outubro, 2008 13:12  
Anonymous Anónimo disse...

Continuo a ver. Aliás vejo sempre.

10 outubro, 2008 01:36  
Blogger Silvia Chueire disse...

Gosto muito do poema, Francisco. Tem voz própria.

É bom andar por aqui, repito.


Beijos,
Silvia

13 outubro, 2008 07:31  

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