26 setembro, 2008

"hymns for a dark horse"

Não li nada, não vi nada, nenhuma crítica, nenhuma imagem,
nenhum vídeo. Não sei quem são, não os procurei, não sei donde
vêm, não sei quem admiram, não calculo aonde vão chegar.
Tal como Beirut, de quem também nada sabia, trouxe logo o disco
para casa. Estes Bowerbirds são já a minha paixão deste outono a
começar.
O disco roda pela segunda vez e eu sinto que há muito respiro
esta música. Cheira-me a festa e a nostalgia. Palmas e lágrimas
enchendo a minha alma outonal. Nem tento entender as palavras,
não preciso disso, deixo-me ir apenas atrás dessas vozes joviais,
dessa corrente humana de uma beleza quase impossível (eu sei,
eu sei, tenho tendência para hiperbolizar, mas hoje deixem-me
lá!).
Será sempre assim comigo, apaixonar-me como um adolescente,
um parvo e efervescente adolescente, como se a música popular
pudesse tornar imorredoira a nossa juventude, como se a felici-
dade só fosse possível bebida nas canções amadas.
De disco em disco, até à desilusão final.

4 Comentários:

Blogger Táxi Pluvioso disse...

A desilusão final ou até onde permita a conta da electricidade...

26 setembro, 2008 06:55  
Blogger sem-se-ver disse...

entendo-o tão bem...

:-)

26 setembro, 2008 22:02  
Blogger Claudette Guevara disse...

Isso é porque não vais ao music-in-a-box, um blog bem pertinho de ti!

Ai que o menino se fosse, apaixonava-se por muito mais. Digo eu...

Beijos.

26 setembro, 2008 22:03  
Anonymous Anónimo disse...

eu não digo nada.

26 setembro, 2008 22:37  

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