29 agosto, 2006

um poeta encontrado a preços mínimos

NO TREVO, um poema do paulista Régis Bonvicino

no trevo, a quarta folha,
que faz da sorte, destino.

na pedra, o ramo,
que se rabisca dendrido.

na formiga, a narrativa,
que inventa uma cigarra.


(retirado da antologia Lindero Nuevo Vedado, quasiedições)

5 Comentários:

Blogger sleep well disse...

Olá! Cheguei aqui via Elsinor. Muito bonito o teu blog. Nas palavras e nas imagens.

29 agosto, 2006 18:06  
Anonymous Pinky disse...

Humm... São os melhores. Também encontrei assim uns achados numa feira de antiguidades e velharias em Macedo de Cavaleiros... Livros a 50 cent. E alguns muito bons!

Ah, e aproveita a estada no Portugal profundo! Não é bom? Eu gosto, enfim... E acho que me vou escapar para lá na próxima semana. Além disso, o Porto está a encher-se de gente que já regressou de férias (e eu que ainda nem fui...), está-se naquele limbo fim-de-verão/rentrée entediante e ao fim do dia já nem se aguenta a praia/esplanada com as nortadas. Estás certamente melhor aí.

Bons poemas. Continua!

30 agosto, 2006 01:13  
Blogger MOLOI LORASAI disse...

o poeta Ivan Junqueira terá um livro publicado pela Quasi edições.Espero que Francis Oak vá ao lançamento e não se deixe esmorecer.

30 agosto, 2006 15:10  
Blogger francisco carvalho disse...

Há muito que tenho previsto que o Ivan Junqueira entre nesta humilde casa... O único grande poeta de língua portuguesa com quem tive o privilégio de conviver por umas horas...


Farei por lá estar, no lançamento.
;)

31 agosto, 2006 01:08  
Blogger francisco carvalho disse...

Não há dúvidas que até adormeço melhor com tão simpáticas palavras que aqui me deixam.
:)
Obrigado a "sleep well" e também à "pinky". Obrigado pelo vosso estímulo.
É claro que eu gosto do Portugal profundo. Aproveito quanto posso, escapo-me sempre que necessito.
O Porto é ainda um Portugal mais profundo...

31 agosto, 2006 01:15  

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