28 agosto, 2006

coração à deriva

os barcos sob os arcos sombrios
das nuvens
as praias alegrias inóspitas
o porto pedra desabrigada
e uma dor insular
cais de tormentas minerais
o coração à deriva
corpo sem o sal
da saliva
e sem rumo a língua
como um golfinho ferido
perdido no azul negro
de um mar insondável

4 Comentários:

Blogger MOLOI LORASAI disse...

mais um eletrochoque às sete horas da manhã no Rio de Janeiro...

28 agosto, 2006 12:15  
Blogger Mendes Ferreira disse...

as minhas desculpas....foi engano. já corrigi....


e não tenho escrito por aqui por quanto me dizem de forma directa que não sou bem vinda....leio e vou.


obrigada por tudo.

um beijo. de longe. de mesmo muto longe.

29 agosto, 2006 01:31  
Blogger alberto serra disse...

amigo.a tua poesia refina-se a cada dia.um coração assim á deriva
deixa-me a marulhar nas fontes de cada verso.abraço.serra

29 agosto, 2006 19:19  
Blogger francisco carvalho disse...

um estimulado abraço,
estimado Serra.

31 agosto, 2006 01:45  

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