04 maio, 2006

indecisão

como um reflexo
talvez
os olhos não mergulham
ainda
na cativante memória
pantanosa
afogueada
as palavras não se suspendem
no mistério do inexistente
quase nada
da alma não transparece luz

e as próprias palavras
assim errantes
assim morrem sem terem sido
a manchar as lápides
de fantasmas
varrendo os silêncios seculares
de tormentas

6 Comentários:

Blogger hfm disse...

Segue num crescendo de beleza!

04 maio, 2006 13:13  
Blogger l. disse...

Irrespirável...
«(...) do inexistente // quase nada» Entre outras coisas, lindo.

04 maio, 2006 14:17  
Blogger MOLOI LORASAI disse...

S.E.I.X.O

04 maio, 2006 18:26  
Blogger MOLOI LORASAI disse...

INDECISÃO

como um reflexo
talvez
os olhos não mergulham
ainda
na cativante memória
afogueada

as palavras não se suspendem
no mistério do inexistente
quase nada

da alma não transparece luz

e as próprias palavras
assim errantes

assim morrem sem terem sido
a manchar as lápides
de fantasmas
varrendo os silêncios seculares
de tormentas

04 maio, 2006 18:34  
Blogger Patrícia Nogueira disse...

Estamos tão longe e mesmo assim consegues ler-me os pensamentos.

04 maio, 2006 20:39  
Blogger harpa disse...

absolutamente uma sinfonia intertextual a crescer. na alma.

_________________________________

obrigado.

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aqui mora o ritual da beleza.

beijo.

05 maio, 2006 08:35  

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