15 agosto, 2005

Segunda Guerra

Meu pai nasceu no início dessa guerra.
Minha mãe nasceu poucos dias antes do fim da guerra.
Eu, agora, dei por mim a pensar, que o dia do meu
nascimento está bem mais próximo desses tempos de
morte, do que deste mesmo dia em que formulo tal
pensamento.
Como se agora, esse sombrio século vinte, fosse bem mais
longínquo...e eu lá longe, na memória dele...

Estarei assim tão velho? O tempo é assim tão veloz?
Sei também que nunca somos bem os mesmos a cada dia
que passa. Somos sempre outros; porventura melhores,
mas outros...
Mas estarei velho?
Logo eu que me sinto um catraio!
O eterno catraio.

3 Comentários:

Blogger MOLOI LORASAI disse...

Um catraio de 26 anos. Sei lá o que é catraio!

16 agosto, 2005 12:22  
Blogger Eduarda disse...

« Brinca na eterna idade, que eu já a tive e já a perdi...quando por imprudência saltei o risco branco da inocência e cresci.»
Não sei a quem pertence...acho que é de todos nós...

16 agosto, 2005 14:32  
Anonymous guevara disse...

:)

todos nós nos sentimos catraios...
sempre catraios... e a certa altura ainda mais, quando nos apercebemos do passar do tempo!

;)

17 agosto, 2005 11:59  

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