24 novembro, 2007

não sei falar de control (ainda)

"É claro que não consigo ver Control como um filme. O tempo
que o filme recria foi o meu também; os Joy Division eram os
músicos de que eu mais gostava; eu tinha a mesma idade que
eles; vivia lá nos mesmos lugares; e, mais do que tudo, a músi-
ca deles afectou muito a minha vida."

(Miguel Esteves Cardoso, 10/Nov./2007, Expresso)

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"Joy Division é só um lugar da música. Onde não há mais
ninguém e é terrível viajar de passagem, é geral ficar e não
poder fugir. Joy Division é só os escombros de uma paisagem,
todas as nenhumas tonalidades do negro fixo, a sorte, e a parte
branquíssima da solidão. Onde não há mais ninguém e o animal,
permanentemente ferido, acha o seu uivo final. Joy Division é
apenas um problema que se pôs à música. E se é trágico que
não tenha solução, é certamente belo conhecê-lo inteiramente.
E dizê-lo.
Que são esses pedaços e cacos que trazem na palma da mão
como se fossem sementes para plantar, bagos para comer?"

(Miguel Esteves Cardoso, Música e Som, Nov./Dez. 1981)

3 Comentários:

Blogger Mónica (em Campanhã) disse...

ah, a música & som que eu devorava no tempo em que não tínhamos a net para saber um pouco mais sobre o que nos fascinava

e, ah, o MEC a escrever-nos a alma como ninguém

25 novembro, 2007 11:19  
Blogger firmina12 disse...

ando outra vez a passear no abismo

25 novembro, 2007 18:06  
Blogger hora tardia disse...

MEC a escrever-nos a alma como ninguém..........


subscrevo a Mónica.



disse tudo.




bjj.

26 novembro, 2007 13:03  

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