27 setembro, 2007

killer & killed

Ontem tiveras os lábios perfeitos,
uma seda branca enchia de luz
teu corpo alvo.
Minhas maõs ignaras,
teus beijos avaros de lava,
vulcão sem metamorfose.

Ontem tivera um sonho perfeito:
viver-me no sagrado pecado de ti.
Porque não pudeste salvar-me?
Porque o meu silêncio lavraste?

Ontem tiveras o corpo perfeito,
alumbrada dor
em meus olhos inúteis.
Larvar ciúme.

Morremos tão breve os dois.
Borboletas
que nem chegamos a ser
lume.

9 Comentários:

Blogger hora tardia disse...

a dor "alumbrada" dos que se deixam "matar".



L I N D O.


_______________.


bom dia para aí F.

___________________.

27 setembro, 2007 10:57  
Blogger francisco carvalho disse...

Há bons dias que me fazem bem.
Obrigado, Ysa.

27 setembro, 2007 11:19  
Anonymous Anónimo disse...

eu é que agradeço....pela "casa".


:)))))))))))))
_________________!



y.

27 setembro, 2007 12:08  
Blogger Rui Caetano disse...

Podemos não chegar a nos transformarmos em lume, mas garanto que atingiremos os nossos horizontes incandescentes se não desistirmos de nós próprios.

27 setembro, 2007 16:23  
Anonymous luci disse...

mas

porque

te deixaste

assim

morrer?




/ se o fogo

é livre...




luci

27 setembro, 2007 19:35  
Anonymous Pinky disse...

"Minhas mãos ignaras,/teus beijos avaros de lava,/vulcão sem metamorfose." Muito imagético, gostei!!
A culpa deve ter sido da lua cheia...
Beijinhos

28 setembro, 2007 01:44  
Blogger francisco carvalho disse...

Não, pinky. A culpa foi das borboletas...
;)
Por causa delas me lembrei deste poema de há muitos anos...
Mas, sim, talvez a lua cheia me tivesse enchido de coragem para remexer nele, para lhe dar a forma definitiva e pública, para o tornar um outro bem diferente do primitivo...

Meu obrigado
recheado de beijinhos

28 setembro, 2007 09:58  
Blogger firmina12 disse...

a poesia das borboletas mexe sempre comigo

30 setembro, 2007 01:21  
Blogger francisco carvalho disse...

:)

Que bom vê-la a passar por aqui.

30 setembro, 2007 02:18  

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