17 maio, 2007

a existência

aqui deixo mais um poema de Moloi
retirado do seu livro "a arca de poÉ"


A existência é um falcão
sem paradeiro
Pousado num coração
luminoso

Assim queimo as ervas

E inscrevo no círculo de fumo

O absurdo de um
Senso comum

3 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

"..Reconheço a tangência solar da sua escrita. Iconoclasta fantasista caustica fragmentada. Unida e tecida porém com os fios de uma rara e perturbante autenticidade.

Como se só o Nada fosse o importante. Sendo que tem razão. É na mais completa nudez que melhor se cumpre o destino do homem. Secreto e generosamente assente na pedra. Pilar. Montanha. Deserto.
Na Arca de Poé nada é jogado pelo acaso nem ao desbarato. Quase queima tamanha frugalidade.
Quase gela tamanho amplexo circulo aberto em forma de oceano.

Onde mergulhamos na mais completa organização do caos.
Movimento externo de palavras quase esfoladas.Muitas das vezes contrariadas por uma auto-crítica voraz e sibilina.
Não conheço o Homem Paulo/ Moloi /Vário / Dédalo/ Demiurgo.
Reconheço o Poeta Unívoco.
Português de um Virgiliano humor.
Descobridor de outras marés. Que nenhuma Arca prende ou esconde ou disfarça.
Subtrair-lhe a substância iniciática é impossível.
Admirar-lhe a poética exegética é um caminho que se faz voando. Mediando investigação e compreensão nunca comparativa.
Comparam-se as aves?
Não.
Admiramos o voo.... ..."

____________________________

beijos. Francisco e Moloi.


y.

17 maio, 2007 09:38  
Blogger francisco carvalho disse...

Isso, admiramos o voo...

:)

17 maio, 2007 10:45  
Blogger feniana disse...

e lá vou eu. hoje. ao tso. comprar o livro!

gostei.tudo.

17 maio, 2007 12:19  

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