04 março, 2006

Duras

duras
em mim há tanto tempo
tantas paixões
tantas mortes
sem o limite mesquinho dos caixões
duras
bem mais que os amores
duras
num beijo de séculos
nas palavras
nos rumores das palavras
duras
furas
os acasos dos silêncios
os dédalos rios
que vão perpetuar-se
vento ledo
no teu nome
tatuar-se
no teu corpo
sexo de tudo

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pormenor da capa de um disco de homenagem a
Marguerite Duras. uma das mais belas capas.
nunca teve edição em cd. há anos que a espero.
um dos meus preciosos tesouros.

e um poema meu antigo.
arrebatado e, talvez, sinto agora, algo envelhecido.

1 Comentários:

Blogger MOLOI LORASAI disse...

poema que é poema não envelhece

04 março, 2006 13:34  

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