31 março, 2006

cemitério de cruzes deitadas

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desenho surripiado do quarto da minha filha de sete anos, Março 2006


O CEMITÉRIO DAS CRUZES FERRUGENTAS,
de Tonino Guerra

Maioletto é uma aldeia desaparecida da face da terra uma
noite em que chovia a cântaros e a montanha se rachou ao
meio. Metade ainda está de pé, mas a outra, onde estavam as
casas, os homens e os animais, ficou toda encerrada dentro
das fendas.
Abaixo da grande fraga que restou, há um cemitério com
cruzes deitadas na erva ou encostadas aos muros que fazem
um quadrado.
Um rapaz e uma rapariga, que passeavam a ver as árvores
floridas, chegaram ao meio daquele silêncio para tentar ler o
que estava escrito nas grades. O tempo tinha devorado até as
datas. Só ficaram cruzes ferrugentas, abandonadas pelos ossos e
pelos nomes.
E eles escreveram qualquer coisa com um prego sobre aquela
ferrugem, como se tivessem morrido lá dentro.

3 Comentários:

Blogger feniana disse...

oh francisco...sem palavras.
e a filha é um génio. como todos os meninos e meninas de sete anos, com pais atentos ao seus desenhos.

31 março, 2006 15:45  
Blogger MOLOI LORASAI disse...

tua filha de sete anos desenhou um circuito eletronico para uma para-dimensão.

01 abril, 2006 00:10  
Blogger MOLOI LORASAI disse...

o desenho dispensa qualquer texto.

01 abril, 2006 00:12  

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