17 junho, 2005

uncut story

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A minha filha no admirável mundo novo das primeiras palavras:
- Ó papá, aquele ali é que é o livro do Astérix?
- Qual...hã...não, filhinha...aquilo é outra coisa...
- Ah...estava a ver que o Astérix também se queria apaixonar pela Capuchinho Vermelho...

E assim me deixou, saindo saltitante da sala. Fiquei a magicar num melhor final para esta historieta.
- Não, filha...o Astérix não mora aqui em casa e aquelas acolá são matrioskas.
- Então, a Capuchinho Vermelho está grávida!, porque dentro dela há uma matrioska mais pequenininha...A Capuchinho saiu de dentro da avózinha ou a verdadeira Capuchinho é a que está dentro da Capuchinho? Que confusão!!
- Isso deve ser obra do Casanova...
- Quem??
- Um amoroso penitente...
- Quer uma casa nova? Quem é esse, pai?
- Um senhor de atalaia para tudo que é rabo de saia!
- Mães, filhas e avós??
- O amor é fogo, um jogo de sinais reversos...
- Ó papá, tu agora é que pareces um perverso!
- São coisas do imaginário da cabeça perdida de um português...
- Para mim, parece que tu estás a falar é russo...

Assim me calo. É tudo. Que venham as chuvas de verão.
End story.

1 Comentários:

Blogger Bárbara Vale-Frias disse...

Os olhos das crianças são sempre os mais cristalinos... a boneca parece mesmo o Capuchinho Vermelho! :)))

Não sei se já leste o meu post do dia 28 de Abril... o poema de meu Pai acaba assim:

Bem hajam as crianças e os poetas,
Só eles vêem tudo com olhos virginais
Porque vêem as coisas para além das coisas
E sempre as acham maravilhosamente naturais.

:)))

18 junho, 2005 22:36  

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