03 julho, 2015

poema quase epitáfio

de Luiza Neto Jorge 

Violentamente só
desfeito em louco
— nem um gato lunar
se arranha um pouco

Morreram-te na família
irmãos mais velhos
Restam retratos de vidro
e espelhos

Entre as fêmeas bendita
não te quis
As outras mataste
(nem há sangue que te baste)

O chão dos teus país
deu-te água e uma raiz
muitas pedras nas prisões

— Senhor demónio dos sós
quando ele morrer
onde o pões?

1 Comentários:

Blogger jorge vicente disse...

Belíssimo poema da nossa Luiza Neto Jorge :)

Abraços
Jorge Vicente

19 abril, 2016 14:35  

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