02 março, 2008

levado na corrente

Eu bem tento fugir mas acabam sempre por apanhar-me. Mais
uma onda blogosférica que não tenho como não surfar, ainda por
cima desafiado por Miss Spring, bloguista que muito estimo (e
assim cumpro a primeira regra, assinalar quem me acorrentou).
Pedem-me que partilhe seis insignificâncias sobre a minha pobre
pessoa... Mas as nossas insignificâncias têm tanto significado!

Adoro praias desertas. Praias quase secretas. Ter a sensação
de gozar, como um deus solitário, a beleza da vida sobre a terra.
Gosto de salas de cinema quase vazias.
E não gosto nada do cheiro das pipocas nas salas de cinema.
Quase me levam perto do sufoco.
Gosto mesmo muito pouco de batatas cozidas. Quando criança,
com elas quase inteiras por mastigar na boca, alegava necessidade
de ir à casa de banho e ia despejá-las, quase aos vómitos, na
abençoada sanita...
Detesto não me lembrar dos nomes das pessoas. Eu que prati-
camente não esqueço um rosto.
Não gosto nada de barrar o pão com manteiga gelada, pouco
derretida.
Não sei porquê, fascina-me a beleza, como que insólita, das
mulheres ruivas. O anjélico tom de pele.
Não gostaria de morrer sem antes ter visto Tom Waits ao vivo.
(É melhor parar por aqui. Estarão cumpridas as regras. Agora,
era bem capaz de seguir desfiando o rol das minhas insignificân-
cias, afinal tão significativas.)

Passo então a palavra, isto é, a corrente, ou seja, a batata quente à
Carla (desafio com desafio se paga, amiga!), aos três maquinistas
da Linha do Norte, à regressada Eduarda e à menina Pink (e para
cumprir devidamente todas as regras, tenho que ir a correr
deixar-vos um aviso nas caixas de comentários dos vossos blogues).
E peço-vos perdão.

3 Comentários:

Blogger isabel mendes ferreira disse...

"Adoro praias desertas. Praias quase secretas. Ter a sensação
de gozar, como um deus solitário, a beleza da vida sobre a terra."

_______________


a terra não pode esperar...


.



beijo.


(somos dois)...

(perdoe-se-me a liberdade.)

02 março, 2008 21:48  
Blogger Eduarda disse...

Francisco, por serem tão insignificantes vou ter que pensar nelas... ou racionaliza-las...

03 março, 2008 14:14  
Blogger francisco carvalho disse...

Entendo-te bem, Edu. Mas o melhor é talvez não pensares muito nisso. Eu assumi uma espécie de desrazão: escrevi sobre o que, mal ou bem, primeiro me veio à cabeça.

04 março, 2008 10:00  

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