regresso
poder regressar de mansinho...
como quem não quer a coisa.
agora que me habituara de novo ao silêncio.
ao meu silêncio.
poder voltar sem darem por mim.
como se este espaço pudesse ser continuado,
sem eu nada mostrar ou escrever.
como se esta esquina pudesse sobreviver do já vivido,
ou apenas das palavras dos outros...
mas, na verdade, aí estou.
de volta para o meu desassossego.
como quem não quer a coisa.
agora que me habituara de novo ao silêncio.
ao meu silêncio.
poder voltar sem darem por mim.
como se este espaço pudesse ser continuado,
sem eu nada mostrar ou escrever.
como se esta esquina pudesse sobreviver do já vivido,
ou apenas das palavras dos outros...
mas, na verdade, aí estou.
de volta para o meu desassossego.

2 Comentários:
De volta, o teu desassossego sustenta a nossa bonança.
Vira depressa os sacos, e mostra essas férias à gente.
Mais uma gota de água, para cruzar este deserto mês que falta.
Se há quem cante um mal sofrido,
Esse cantar quer dizer:
Ninguém chora um bem perdido,
Senão depois de o perder.
De um algarvio...
De um bairro...
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